quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Repensando nossa fé

Em primeiro lugar gostaria de me justificar, pois quem tem o hábito de ler as colunas dos leitores do Jornal Correio de Uberlândia, percebeu que tenho o hábito de escrever sobre política, economia ou temas afins, entretanto a data na qual escrevo este artigo nos convida a escrever sobre um tema diferente, falarei mesmo sendo leigo, de fé.
Foi em 1717 que a espera da passagem de um nobre pelo interior de São Paulo, as autoridades locais ordenaram a três pescadores que fossem pescar muitos peixes para que assim pudessem oferecer um banquete ao nobre, que passara pela região da capitania de São Paulo.
E assim fizeram os três pescadores, foram para o rio e durante um dia todo lançaram em vão suas redes sem nada conseguirem, quase no final do dia e com a exaustidão já pesando no corpo um dos pescadores lançou sua rede e puxou o corpo de uma imagem, de cor negra, o que motivou o pescador a lançar mais uma vez a sua rede e desta vez puxando a cabeça da imagem, curioso com o acontecimento os pescadores lançaram mais uma vez as suas redes e assim puderam pescar muitos peixes e proporcionar as autoridades governantes da capitania oferecer assim o banquete a seu nobre.
Por aparecer de forma misteriosa no rio, fazer com que os peixes aparecessem e salvar do açoitamento os pescadores, a imagem foi batizada como a senhora Aparecida que proporcionou tal milagre aos pescadores.
São inúmeras as demostrações do trabalho de Maria entre os povos, sua mais notável e conhecida atuação, foi a passagem biblica onde em uma festa ela intercede a Jesus sobre o vinho da festa que acabara, e Jesus ordena que os escravos encham os toneis com água e assim transforma a água em vinho.
Assim ficamos nós, meros seres humanos sem entender o projeto de Deus em nossa vida e os mistérios que a fé nos esconde e tudo que possuímos é a crença que alguém nos guarda e nos protege e são vários os sinais da proteção divina na vida de cada um de nós.
Deus através de Maria, salvou do açoitamento aqueles três pescadores que foram desgnados para a tarefa de conseguirem os peixes para oferecer ao nobre o banquete, Deus também através da intercessão da Virgem tranformou água em vinho na festa que se dava nos tempos de Jesus, muitas outras demonstrações foram dadas do amor e da misericórdia de Deus através dos séculos que se passaram até os dias de hoje, e o ser humano cada vez mais mergulhado no próprio interesse e egoísmo não se da conta do trabalho de salvação que Deus exerce em nossas vidas.
Por isso hoje dou uma pausa nos assuntos políticos e econômicos que normalmente me orientam quando escrevo para desviar um pouco do assunto, a mesma Maria que esteve presente na pescaria daqueles súditos no interior de São Paulo, é a Maria que se fez presente naquela festa de noivado no qual Jesus transformou a água em vinho, ou a mesma Maria que aparecera em Fátima (Portugal), Lourdes (França) ou no México, Nossa Senhora Guadalupe, é a demonstração empírica do trabalho de Deus entre os homens e que seu poder e sua misericórdia são infinitos e o que ele nos proporciona é tão pouco quanto ao que ele nos pede através dos dez mandamentos.
Por isso meus amigos, chamo a esta reflexão, o que estamos fazendo com nós mesmos quando nos distanciamos de Deus? E o que podemos esperar de um futuro sem Deus presente em nossas vidas e nossos projetos? Pensemos todos e reflitamos sobre a fé que temos tido.
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