Entrevista ao programa Política Cruzada

Benito Salomão participa do programa e explica a atual situação orçamentária da cidade de Uberlândia

Economista Benito Salomão é Homenageado pelo poder legislativo

Comenda Renato de Freitas é o principal título dado a cada 4 anos a pessoas que corroboram com o desenvolvimento econômico de Uberlândia.

5ª FEMEC.

Benito Salomão confere palestra sobre as perspectivas do agronegócio na 5ª FEMEC.

Entrevista à Rede Globo

Benito Salomão fala no MGTV e responde sobre educação financeira e poupança no dia 23/08/2016.

Palestra sobre Dominância Fiscal

No último dia 13/11 Benito Salomão concedeu uma palestra sobre a crise fiscal e o panorama da Macroeconomia para estudantes do curso de Administração da UFG - Catalão.

Mostrando postagens com marcador Notas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Notas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Nota sobre candidatura em 2016


Prezados amigos, venho por meio desta nota esclarecer uma recorrente pergunta que me é dirigida por pessoas queridas, que acompanham o meu trabalho como economista e pensador. Eu não serei em nenhuma hipótese candidato a qualquer cargo eletivo nas eleições de 2016 por razões que aqui enumero.

Antes, no entanto, não poderia me furtar de agradecer o carinho e o respeito que tenho tido nestes últimos 18 meses, ressaltando que é lisongeante para um jovem saber que seu nome é lembrado por formadores de opinião, pessoas ligadas ao meio acadêmico e empresarial que apostaram na minha modesta contribuição, como capaz de trazer uma dose de qualidade para as eleições, mesmo diante da flagrante crise do modelo de democracia representativa em que o país foi atirado. Mas não posso assumir este desafio pelas seguintes questões:

A primeira razão é que ser vereador, para mim não é um projeto de vida como já foi no passado, desde o término da eleição de 2008, quando fui o candidato mais jovem daquele processo, havia falado e mantido minha palavra que não voltaria a disputar novas eleições para esta função.

Segundo é que hoje, tenho outros objetivos mais urgentes, relacionados à minha vida profissional e afetiva, incompatíveis no momento com uma função na vida pública, onde assumimos um pesado custo em termos do tempo que nos é exigido e da privacidade que nos é tirada.

Terceiro, não é necessário para pessoas de boa vontade, ter mandatos eletivos, altos salários e equipe de assessores para trabalhar em pró do coletivo e, o fato de não estar na disputa, não me tolhe a responsabilidade de continuar trabalhando como sempre trabalhei pelo desenvolvimento econômico e social da nossa cidade.

Quarto, penso que posso contribuir mais para a política de nossa cidade estando fora das instâncias de representação do que se estivesse dentro, estar fora nos permite manter a fidelidade à princípios e valores e recusar acordos e conchavos com os quais não concordamos e as circunstâncias nos obrigam, em outras palavras, é possível privilegiar a ética da convicção no sentido proposto por Max Weber, em detrimento da ética da responsabilidade.

Quinto, teremos nesta eleição gente muito competente e motivada a participar de uma eleição e de uma base legislativa do que eu estaria, é preciso escolher bons candidatos a vereador e a prefeito, afinados com ideias viáveis e inovadoras, e estes candidatos existem, basta que o eleitor tenha paciência para consultar os currículos.

Encerro portanto, pedindo ao eleitor cuidado nestas eleições, pois trata-se de uma campanha mais curta, onde os muitos desafios que Uberlândia precisa enfrentar, não serão pela falta de tempo, debatidos da maneira profunda pela qual o momento exige, por isso é importante ter em mente sua decisão irá ser definir o seu acesso a saúde, educação, segurança, lazer, cultura, emprego e cidadania pelos próximos anos, fique atento, vote certo.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Economistas no Governo


No último dia 12/07 a imprensa nacional e também o Correio, noticiaram que um economista recém nomeado, fora demitido um dia depois por divergir (segundo a reportagem) do ministro Mendonça Filha (DEM – PE) quanto ao projeto Escola sem Partido.

Diante disto, por se tratar do Adolfo Sachsida, um profissional que conheço e que em breve virá à Uberlândia a meu convite, compartilhar seus conhecimentos, além de, o fato de economistas estarem continuamente na mira da hostilidade por parte da opinião pública, achei pertinente para fins de esclarecimento escrever este artigo, sobre os fatores que motivam a ida de um economista para um governo qual e a sua função.

Antes, é relevante informar ao leitor como se dá o processo de formação de um profissional que, em geral, é um dos mais completos do mercado. Em geral economistas tem uma sólida formação histórica e filosófica, que lhes permitem uma boa compreensão de mundo e das relações sociais de forma geral, são também profissionais dotados de um poderoso arsenal matemático e estatístico que lhes permitem avaliações consistentes sobre custos e benefícios, tangíveis e intangíveis, indispensáveis para quaisquer empresas e governos que levem suas atividades a sério, por fim, são profissionais com noções razoáveis em administração, contabilidade e direito, lhes permitindo em muitos casos realizar funções cujo a especialização compete a outros.

É comum, portanto, encontrar economistas em funções de prestígio, dentro e fora do governo a começar pelas duas últimas eleições presidenciais, haviam três economistas no páreo, um inclusive de altíssimo nível, o hoje Ministro José Serra.

Profissionais com estas credenciais, são encontrados no mercado financeiro, de capitais, no setor produtivo, nas consultorias, na academia, ensinando, escrevendo, sendo a única profissão que conheço que possui um jornal temático, exclusivo, diário, de grande escala, prestígio e circulação nacional.

Comumente tal profissional é convidado para governos, por ser dotado de visão de longo prazo, vem normalmente para solucionar situações embaraçosas e, não raramente para ganhar menos do que ganhavam no antigo trabalho. Foi nestas condições que assumiu o ministro Joaquim Levy, egresso do Bradesco em 2014, cujo o bom desempenho em condições adversas, foi injustamente boicotado pelo próprio governo, partidos da base e parte da opinião pública, ao pedir demissão, o competente economista PhD em Chicago, provou que sem ele a situação pioraria bastante.

A presença de bons economistas é condição condicionante para o sucesso de qualquer governo, vide o Plano Real e as reformas que foram realizadas nos anos 1990 e, vide agora sob o comando do Presidente Michel Temer, um homem de bom senso, a equipe econômica que foi montada, de competência referendada pelas contribuições já desempenhadas.

Diante disso recebo com tristeza a demissão do colega Adolfo Sachsida do MEC, independente das reais causas, não apenas por ser um profissional competente e talentoso, um dos pioneiros a levantar a tese da bolha imobiliária, mas por que vejo uma perigosa tendência de censura quanto a tais profissionais, tolhindo-lhes de falar o que pensam, como ocorrido com Armínio Fraga em 2014, os grandes perdedores nunca serão tais profissionais, que seguirão trabalhando noutros lugares, mas sim a própria ossatura do Estado, que perderá na qualidade de seus quadros.
Proxima  → Página inicial