Pelo terceiro trimestre consecutivo a indústria brasileira perde rítimo de crescimento de produção, embora o acumulado do ano de 2010 mostre um crescimento de cerca de 13,1%, do primeiro trimestre deste ano até agora, a produção industrial vem perdendo o fôlego.
Segundo o IBGE, a indústria que apresentou um crescimento de 18,2% no primeiro trimestre deste ano, recuou para 14,3% no segundo e agora o crescimento cravado foi de 7,9%, confirmando assim a desaceleração da atividade industrial no país.
Em contradição ao fato de a indústria estar perdendo o pique de crescimento nos trimestres que se sucedem, o consumo das famílias no Brasil continua elevado, o que de certa forma vai na contra mão do resultado apresentado pelo IBGE na manhã de hoje.
Os setores que mais sentiram a queda na atividade industrial foram o de bens de capital (25,9% no 1º para 21,2% no 3º) e do de bens intermediários (19,7% no 1º para 8,6% no 3º) além dos bens de consumo duráveis que despencaram de 28,4% no 1º para 2,4% no 3º que acabaram por comprometer o resultado da atividade industrial como um todo.
Se a indústria brasileira perde fôlego, ao mesmo passo que o consumo está elevado, isto implica que está ocorrendo um aumento da participação dos produtos importados no Brasil, com o dólar em baixa, os produtos importandos tendem a custar mais baratos em relação aos produzidos no Brasil, o que não interessa do ponto de vista do emprego, do crescimento e do comércio internacional.
Portanto creio que esteja na hora das autoridades econômicas no Brasil pensarem em uma política de defesa comercial e de incentivo a produção de produtos elaborados, hoje devido a elevação nos preços das matérias primas, o Brasil tem se especializado na produção e exportação destes produtos que embora importantes, não é viável ao país uma estrutura que se volte apenas para produtos primários.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
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Indústria recua
Economista, empresário e pesquisador com expertise na área de economia brasileira, análise de conjuntura e economia do setor público, política fiscal, tributária e de gasto público.




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