Um real problema que a economia brasileira está enfrentando apesar dos bons desempenhos macroeconômicos é a perda da competitividade da indústria nacional em relação aos demais países, alguns analistas denominam este fenômeno como desindustrialização de nossa economia, embora a equipe econômica do governo vá em descordância desta proposição.
O fato é que a indústria brasileira só tem suportado a concorrência externa devido a forte expansão do mercado interno neste ano, o que como se sabe não se sustenta no médio prazo, mantidas as atuais circunstâncias de aumento vertiginoso do déficit externo, as elevadas taxas de juros e de tabela o baixo nível de poupança doméstica no Brasil.
A princípio o que se sabe é que para se manter sobre controle os preços dos bens e serviços no Brasil mantidos os atuais níveis de consumo, as importações tem tido um papel importante neste sentido de segurar a inflação, entretanto a participação dos produtos importados no consumo dos brasileiros tem crescido de maneira demasiadamente rápida e já correspondem neste terceiro trimestre a 20% do consumo dos brasileiros segundo o IBGE ante cerca de 16% em igual período de 2009.
Entretanto o problema maior no que diz respeito as importações não são nescessárimante no balanço de pagamentos, até por que nossas exportações continuam em alta, mas sim o avanço de maneira rápida da participação de importados no consumo interno, o que siginfica que a nossa indústria está perdendo mercado dentro próprio país.
Detectado o problema qual seria o nosso desafio? Em primeiro lugar devemos encontrar as raízes do problema, a China embora seus altos índices de crescimento tenha proporcionado uma elevação nos preços das matérias primas – produtos principais de nossa pauta de exportação – por outro lado manipula o câmbio de modo a desvalorizá-lo para que seus produtos industriais ganhem competitividade diante do resto do mundo , isto sem contar nos baixíssimos custos da mão de obra neste país o que tem incrementado a capacidade de sua indústria de se tornar competitiva.
É nítido portanto o avanço das exportações chinesas para mercados históricamente brasileiros como Estados Unidos, México e países do Mercosul, entretanto, agora nossa indústria sofre uma concorrência perversa dentro do próprio território brasileiro, o que evidentemente não se dá apenas por culpa da China, mas de vários outros países.
Dentre as queixas de vários setores da nossa indústria, além do câmbio demasiadamente valorizado, a carga tributária mais alta entre os países em desenvolvimento, o auto custo do fator trabalho na produção que evidentemente não corresponde apenas aos salários pagos, o auto custo dos juros que inibem a retomada do investimento são fatores que não privilegiam nossa indústria nem do ponto de vista do consumo das famílias, pois o produto nacional está mais caro relativamente ao extrangeiro, nem tão pouco do ponto de vista do emprego uma vez que sofrendo concorrência desigual as empresas não se estimulam a contratar.
Devemos com isso estabeler no país uma política de defesa comercial, em primeiro lugar estabelecendo desestímulos para a entrada de produtos importados no país via aumento de aliquotas em determinados setores de produtos, para depois pensarmos em uma reforma trabalhista, tributária e em uma trajetória declinante da taxa de juros no país, dando suporte a indústria.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
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Será indústria ou desindústria?
Economista, empresário e pesquisador com expertise na área de economia brasileira, análise de conjuntura e economia do setor público, política fiscal, tributária e de gasto público.




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