sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A barata tonta

A Barata Tonta Com certeza o leitor deve ter em mente a figura de uma barata quando exposta á ação do veneno, ela anda a esmo até definhar e morrer em algum ponto qualquer, esta tem sido a economia brasileira sob a administração do PT desde 2008, quando de maneira infundada e irresponsável alteraram o tripé macroeconômico que sustentou nossa economia por 10 anos.

O resultado de tamanha barbeiragem macroeconômica instituída por Dilma e Mântega está escancarado no momento presente, mais do que o baixo crescimento, a alta inflação, a deterioração das contas públicas e o déficit externo recorde, temos a sensação de ceticismo em relação á economia, existe um cansaço, e isto serve para explicar o porque de os estímulos monetários e fiscais concedidos pelo governo já não provocam mais efeitos na economia.

Isto é o resultado da desorganização causada pelas decisões equivocadas de política econômica, não há uma orientação clara, o governo parece perseguir ao mesmo tempo, metas de inflação, crescimento e desemprego, o que retira completamente a previsibilidade da economia, a falta de orientação mina qualquer credibilidade sobre a política econômica e é por isto que os estímulos não produzem efeitos neste cenário.

O grande argumento usado para justificar tamanha aberração na condução econômica do país é o mercado de trabalho, artificialmente aquecido, as baixas taxas de desemprego não sinalizam para algo associado a um grande desempenho econômico, mas sim para um esgotamento da oferta de mão de obra em um país onde o trabalhador pode aposentar por tempo de contribuição aos 55 anos de idade, e os jovens devido á expansão do ensino superior retardam sua entrada no mercado de trabalho, até os 25 anos de idade. Portanto, nosso mercado de trabalho está aquecido por insuficiência de oferta e não por aquecimento de demanda como seria o desejado. Na verdade, o indicador de desemprego é um sinal de que o potencial de crescimento futuro da nossa economia está comprometido.

Traçado isto, é necessário reorganizar a economia brasileira, isto talvez signifique mudar o paradigma vigente, sacrificando o crescimento a curto prazo, para restabelecê-lo de forma sustentável no longo, diferentemente do que foi feito com o vôo de galinha dos 7,5% em 2010.

O primeiro passo é trazer a inflação de volta pra meta, soltar os preços administrados, e tornar a política monetária crível, o segundo deve passar pelo ajuste das contas públicas, isso indica a princípio cortar despesas do governo e realizar o primário, chega de populismo fiscal, o orçamento precisa ser respeitado.

Aos que criticam medidas alegando que comprometeriam o crescimento econômico fica a pergunta: qual crescimento econômico? Ao se confirmar as previsões para este ano, a média de crescimento será a pior da economia brasileira desde o governo Collor, portanto, com ou sem ajuste, vamos ficar capengando numa economia apática, onde a taxa de investimento será menor que 18% do PIB, a pior em muitos anos, por que os investidores não confiam no governo, as regras não são claras e isto está desmoronando nossa economia.

Portanto precisamos trocar de paradigma, 2015 será o ano do ajuste, vai doer no bolso dos brasileiros, mas retomaremos com toda a certeza a partir de 2016, crescimento com qualidade este tem que ser o nosso objetivo.

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