O
presidência da Câmara e do Senado além de estratégica para os partidos e para o
governo, é de fundamental importância para a população, num momento em que os
escândalos da operação Lava Jato favorecem murmúrios populares ainda que sem
musculatura pedindo impeachmant da presidente da república quem preside as
casas estão na linha sucessória para assumir o governo do país.
Dentre
os candidatos, percebe-se em ambas as casas uma nítida fragilização do governo
não vista em anos, a possibilidade de derrota dos candidatos oficiais Arlindo
Chinaglia PT - SP e Renan Calheiros PMDB - AL, isto indica que o fortalecimento
da oposição verificada em novembro persiste, e mesmo diante de uma nítida e
vergonhosa intervenção da máquina do executivo, utilizando seus ministros e
cargos para repetir a lamentável tática de aparelhar um poder da república
imprimindo uma agenda externa às casas.
A
derrota dos candidatos oficiais nestas eleições podem ser de profundo interesse
da sociedade, a vitória de Eduardo Cunha (PMDB - RJ) na câmara e de Luiz
Henrique da Silveira (PMDB - SC) não sugerem um rompimento com o governo como
alguns insistem em afirmar, ambos os parlamentares são de partidos da base do
governo Dilma, mas indicam uma capacidade dos congressistas imprimirem uma
agenda própria para o poder legislativo que hoje trabalha apenas a agenda muitas
vezes confusa do executivo e judiciário.
Além
de que, oxigenar os quadros é bom para a democracia e para a instituição hoje
com uma cara muito próxima às oligarquias que se alternaram na presidência ao
longo destes últimos anos. Na câmara Arlindo Chinaglia já foi presidente, o
atual presidente Henrique Eduardo Alves PMDB - RN não foi reeleito deputado e
portanto está fora, mas tem um nítido perfil governista que corrobora com esta
percepção do congresso.
No
Senado Renan já foi presidente por 3 mandatos, alternava com o aposentado ex
presidente José Sarney PMDB - AP a presidência da casa ao longo destes últimos
12 anos, com exceção Garibaldi Alves PMDB - RN que presidiu por um mandato. Mas
é nítida a predominância do PMDB e de oligarcas nordestinos na presidência das
casas.
O
PMDB é um partido heterogêneo de forma que mesmo estando na base, a vitória de
Eduardo Cunha e Luis Henrique da Silveira significa rompimento com ala
oligárquica do partido, sem contar que ambos declararam voto em Aécio Neves na
eleição de outubro, sendo o segundo ex governador do estado que imprimiu a
maior derrota à presidente Dilma.
Embora
tenha larga vantagem numérica, tudo aponta para que a presidente Dilma não
tenha vida fácil no congresso nacional, a possibilidade de derrota nas eleições
parlamentares demonstra isto, mas não só, teremos 2 ex presidenciáveis no
senado, José Serra e Aécio Neves ambos foram oponentes da presidente nas
ultimas eleições e sua presença na casa indica para um terceiro turno das
eleições presidenciais, teremos uma política bastante polarizada.




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