Prezados
amigos, venho por meio desta nota esclarecer uma recorrente pergunta que me é
dirigida por pessoas queridas, que acompanham o meu trabalho como economista e
pensador. Eu não serei em nenhuma hipótese candidato a qualquer cargo eletivo
nas eleições de 2016 por razões que aqui enumero.
Antes,
no entanto, não poderia me furtar de agradecer o carinho e o respeito que tenho
tido nestes últimos 18 meses, ressaltando que é lisongeante para um jovem saber
que seu nome é lembrado por formadores de opinião, pessoas ligadas ao meio
acadêmico e empresarial que apostaram na minha modesta contribuição, como capaz
de trazer uma dose de qualidade para as eleições, mesmo diante da flagrante
crise do modelo de democracia representativa em que o país foi atirado. Mas não
posso assumir este desafio pelas seguintes questões:
A
primeira razão é que ser vereador, para mim não é um projeto de vida como já
foi no passado, desde o término da eleição de 2008, quando fui o candidato mais
jovem daquele processo, havia falado e mantido minha palavra que não voltaria a
disputar novas eleições para esta função.
Segundo
é que hoje, tenho outros objetivos mais urgentes, relacionados à minha vida
profissional e afetiva, incompatíveis no momento com uma função na vida pública,
onde assumimos um pesado custo em termos do tempo que nos é exigido e da
privacidade que nos é tirada.
Terceiro,
não é necessário para pessoas de boa vontade, ter mandatos eletivos, altos
salários e equipe de assessores para trabalhar em pró do coletivo e, o fato de
não estar na disputa, não me tolhe a responsabilidade de continuar trabalhando
como sempre trabalhei pelo desenvolvimento econômico e social da nossa cidade.
Quarto,
penso que posso contribuir mais para a política de nossa cidade estando fora
das instâncias de representação do que se estivesse dentro, estar fora nos
permite manter a fidelidade à princípios e valores e recusar acordos e
conchavos com os quais não concordamos e as circunstâncias nos obrigam, em outras palavras, é possível
privilegiar a ética da convicção no sentido proposto por Max Weber, em
detrimento da ética da responsabilidade.
Quinto,
teremos nesta eleição gente muito competente e motivada a participar de uma
eleição e de uma base legislativa do que eu estaria, é preciso escolher bons
candidatos a vereador e a prefeito, afinados com ideias viáveis e inovadoras, e
estes candidatos existem, basta que o eleitor tenha paciência para consultar os
currículos.
Encerro
portanto, pedindo ao eleitor cuidado nestas eleições, pois trata-se de uma
campanha mais curta, onde os muitos desafios que Uberlândia precisa enfrentar,
não serão pela falta de tempo, debatidos da maneira profunda pela qual o
momento exige, por isso é importante ter em mente sua decisão irá ser definir o
seu acesso a saúde, educação, segurança, lazer, cultura, emprego e cidadania
pelos próximos anos, fique atento, vote certo.




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