terça-feira, 1 de junho de 2010

Futuro Incerto

É notado que neste ano, até por ser ano eleitoral, algo atípico tem ocorrido na economia brasileira, há muitos anos não nos deparamos com uma realidade tão favorável econômicamente falando.
A soma de um mercado interno aquecido que reflete no alto grau de capacidade ocupada da industria, que reflete por sua vez na geração de novos postos de trabalho criando assim um ciclo virtuoso, nos dá uma impressão de tranquilidade com relação ao futuro.
Entretanto a história nos ensina que sempre perídos caracterizados por forte pujança econômica são sucedidos por crises, recessões e inflação, e isto se dá principalmente por causa da autoconfiança dos agentes no desempenho da economia sem que estes notem suas falhas.
Mediante a isto devemos nos perguntar, será esta trajetória de bonança que hoje vivemos sustentada no longo prazo? serão os nossos grandes parceiros do presente aqueles que estão melhor se preparando para competir conosco num futuro breve? perguntas envolvendo o futuro são normalmente difíceis de responder, pois o futuro é incerto.
No entanto cabe algumas considerações, um crescimento de 7% este ano projetado pelo mercado nas condições de poupança doméstica e investimento tais quais nossa economia apresenta hoje é no mínimo insustentado para os próximos anos. Alem disso o Brasil tem apresentado uma nítida deterioração das suas transações correntes, o que nem sempre tem sido compensado pelos investimentos diretos. O Brasil ainda não dispõe de uma estrutura de ensino capaz de ancorar um desenvolvimento sustentado com base no desenvolvimento tecnológico e portanto apresenta falhas que estão encobertas pelo atual desempenho de nossa economia.
Por isso cabe a nós uma dose mínima de realismo quanto o futuro, para que não abusemos do presente de forma a comprometê-lo.
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