Quem viveu a infância e juventude durante os anos 60 ou 70, provavelmente recorda de quão boa era a educação publica naqueles tempos, sendo que hoje deparamos com uma realidade bastante distinta daquela presenciada pela geração anterior.
Evidentemente que qualquer comparação com indicadores de outras épocas, tornam-se vazias se não forem inseridas em sua respectiva conjuntura.
Tocando neste ponto é importante relembrar que a cerca de 50 anos atrás a situação do país era bem diferente, de tamanha a mortalidade infantil grande parte das crianças que nasciam não viviam até a idade escolar, além do mais a educação embora publica era destinada a uma pequena parcela da população que em geral era de boa condição financeira.
Mediante a isto neste ponto o Brasil avançou pois desde o final da década de 90 um total de 98% das crianças em idade escolar frequentam regularmente a escola, embora esta venha perdendo qualidade ao longo dos anos.
É evidente que é necessário um esforço governamental para proporcionar uma educação publica e de qualidade para que as camadas mais carentes tenham acesso a oportunidades, entretanto só investimento não basta.
Se retroagirmos no tempo perceberíamos que naquela escola dos anos 60 e 70 junto a presença da escola na formação do aluno, havia também a complementação em casa, os pais participavam ativamente do processo de alfabetização de seus filhos o que sem duvida colaborava e facilitava o aprendizado da criança.
Mesmo na educação privada pode-se perceber a diferença de aproveitamento entre alunos de familias bem estruturadas em relação à aqueles alunos que atravessam problemas familiares e ainda podemos concluir mais, alunos que eventualmente frequentam escolas publicas e tem familias organizadas, sobressaem em relação aos estudantes de escolas caras que possuem desorganização familiar.
Este debate nos instiga a uma reflexão, os problemas do Brasil, não se restringem a falta de dinheiro, ou falta de riqueza, muitas vezes, nossos problemas são fruto da falta de valores cada vez mais escassos em uma sociedade onde o ritmo do capitalismo impõe uma realidade estresante para que mantenhamos nossos padrões de consumo e esqueçamos de observar o que se passa dentro de nossas casas, e pela fragilização que determinadas instituições propagadora de boas idéias tem submetido.
E concluindo, gostaria de introduzir neste parágrafo uma frase dita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso onde ele menciona "Nós (os brasileiros) olhamos muito para nossa grande capacidade de criar riqueza, e olhamos pouco para nossa capacidade não tão grande de gerar bem estar".
sexta-feira, 9 de julho de 2010
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Melhorando a educação
Economista, empresário e pesquisador com expertise na área de economia brasileira, análise de conjuntura e economia do setor público, política fiscal, tributária e de gasto público.




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