É visível que este ano começou melhor, até por que ano passado o Brasil estava submerso na recessão provocada pela crise internacional, entretanto o ritmo de atividade apresentado este ano não é comum.
Entretanto a esmagadora maioria dos analistas brasileiros ou não apontam para um superaquecimento da economia que pode resultar em instabilidade no panorama macroeconômico no médio prazo.
Mediante a isto o leitor se pergunta, por que não pode crescer a economia brasileira a um ritmo chinês de 10% ao ano? A resposta não é simples e envolve uma grande reflexão.
Em primeiro Lugar os níveis de poupança chinesa são quase o triplo do nível de poupança brasileira, o que se reflete em uma taxa de investimento bastante superior a nossa.
Outro fator inibidor do investimento brasileiro diz respeito a enorme taxa real de juros do país, o que por um lado torna oneroso o crédito para financiar o investimento e ao mesmo tempo por outro lado furta recursos que poderiam ser utilizados no investimento em produção para serem destinados a investimento no sistema financeiro.
Isto no entanto traz a economia um ciclo vicioso onde o alto custo do capital reduz a aptidão pelo investimento, e ao mesmo tempo um baixo nível de investimento na economia depende de um aperto financeiro para controlar a demanda e com isso os preços na economia.
Portanto qual a alternativa para o Brasil expandir sua economia mantendo a estabilidade macroeconômica? em primeiro lugar o país deve aumentar seu nível de investimento em relação ao consumo na economia, para que possa o país ter sua capacidade de oferta capaz de suprir a demanda doméstica para que assim haja margem para queda na taxa de juros e o país possa crescer a um ritmo mais robusto nos proximos anos.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
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Podemos crescer?
Economista, empresário e pesquisador com expertise na área de economia brasileira, análise de conjuntura e economia do setor público, política fiscal, tributária e de gasto público.




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