quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Brasil um país de todos?

Após a justiça ter restringido o marketing eleitoral a basicamente programas de TV, adesivos de carro e panfletagem, é de concordancia que o processo eleitoral tem a cada dia perdido um pouco de seu encanto, entretanto basta assistir aos programas de televisão que em maior ou menor grau o apelo demagogo nos faz acreditar que vivemos em um país realmente justo, ou um país de todos.
O marketing oficial é tão bem feito e intenso que produz no subconciente das pessoas a sensação de que vivemos em um país verdadeiramente justo, o que em parte é confirmado devido ao fato de que a pobreza está diminuindo, mas a desigualdade entre pobres e ricos tem percorrido o caminho oposto.
É evidente que a pobreza e a miséria no Brasil tem sofrido uma queda vertiginosa desde o plano Real, mas apenas este indicador isoladamente é indício de que o Brasil é um país mais justo?
Se levarmos em consideração apenas o volume de pessoas que aderiram ao mercado de consumo sim, entretanto o conceito de justiça social envolve um pouco mais de complexidade do que mencionamos até aqui.
Se fizermos a nós mesmos uma pergunta da qual a resposta já sabemos como, será que o hospital que atende o pobre o faz com a mesma qualidade daquele hospital que atende o rico? ou será que a segurança pública chega em uma família que vive na favela com a mesma eficiência que chega nos bairros de luxo? mais ainda, a educação que uma criança recebe em Alagoas, em geral é melhor, pior, ou igual a educação que recebe uma criança em São Paulo?
Evidentemente que a resposta de todas estas questões todos nós já conhecemos, mas a propaganda oficial nos faz sentir em uma realidade de governo muito diferente desta que a realidade nos impõe.
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