Embora a oposição de maneira mais específica o PSDB tenha nestas eleições ampliado suas bases locais, mantendo tradicionais redutos como São Paulo, Goiás e Minas Gerais e avançando em estados importantes como o Paraná e Alagoas e Pará, a nível nacional o PSDB tem tido dificuldades em ser competitivo em eleições presidenciais e isso já se passa por três eleições.
Não vou me ater neste texto a mencionar a minha insatisfação com as candidaturas tucanas em esconder as conquistas dos 2 governos FHC que seguramente representou o governo de maior transformação do Brasil nos ultimos 50 anos.
O que quero chamar a tenção é a falta de união entre as maiores lideranças do partido que em determinados momentos parecem nomear porta-vozes para lavar a roupa suja em público além de tratar como adversários os próprios colegas de partido.
Deteminadas declarações de dirigentes paulistas e mineiros do PSDB dão a entender que o adversário a ser derrotado não é mais o PT a nível nacional, mas sim o diretório do vizinho do próprio partido.
A declaração do presidente Nárcio Rodrigues do PSDB mineiro de que há uma fila de candidatos a presidente da republica me parece dotada de simplismo, pretenciosidade e um voluntarismo que em nada contribui para uma escolha unâmine dentro do partido, até por que a escolha do candidato em 2014 não depende dele e se aspira ver o senador eleito Aécio Neves candidato em 2014 declarar guerra a São Paulo não nem de longe um bom começo.
Comprando a tese do presidente Nárcio de uma maneira abstrata de que no PSDB existe fila para candidatar-se então devemos incluir nesta fila o senador Tasso Jereissati figura notável nos quadros internos do PSDB, também o governador de Alagoas Teotônio Vilela Filho um grande quadro, o Governador muito prestigiado de Goiás Marconi Perillo que assim como Aécio levou consigo os senadores Demóstenes e Lucia Vânia em uma guerra contra as máquinas federal, estadual e municipal da capital Goiânia, tudo isso sem contar o governador eleito de São Paulo Geraldo Alckmin e claro o próprio Serra que está longe de se aposentar, portanto podemos ver que a proposta da fila idealizada por Nárcio sabe-se lá com qual motivação não ajudaria os mineiros mesmo que tivesse lógica.
presidente não se constrói com imposição, mas sim com análise de contexto, trabalhando com as probabilidades de vitória e fracasso, com os núcleos de apoio que darão oxigênio durante o pleito, com os palanques regionais consolidados a ponto de servirem como cabos-eleitorais do presidenciável, além disso considero um equívoco discutir 2014 antes dos desdobramentos de
Se o PSDB quer deixar de ser oposição e voltar a se tornar governo é preciso parar de pensar com a cabeça das lideranças e pensar com a cabeça do partido, ou seja, pensar com um coletivo de idéias que se tornem prática e permita ao partido alcançar os seus objetivos, esta troca de farpas entre o presidente mineiro e o presidente paulista é tudo que o adversário quer para ter o caminho livre para ficar mais 4 ou 8 anos no governo.
A carreira política é dotada de altos e baixos, uma candidatura a 2012, fazer projeções para o futuro com o cenário político do presente não tem significado prático, O PSDB é um grande partido, tem o que apresentar ao país, uma história relevante mesmo sendo um dos partidos mais jovens do Brasil e pode voltar a ser governo, desde que nossas lidederanças queiram.
domingo, 28 de novembro de 2010
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Troca de farpas
Economista, empresário e pesquisador com expertise na área de economia brasileira, análise de conjuntura e economia do setor público, política fiscal, tributária e de gasto público.




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