Mais um fiasco da diplomacia deste governo a permanencia do ativista italiano Chesare Batisti no Brasil é uma afronta em primeiro lugar à Itália que é uma nação soberana, independente e importante no jogo de forças internacional, mas não só existem famílias de vítimas deste fanático que em nome do socialismo diversos crimes cometeu.
Não é de agora que venho chamando a atenção pelo excesso de ideologia contida nas decisões da política externa lulista e aonde isso pode nos levar, em outras palavras episódios como os da nacionalização da Petrobrás na Bolívia, a intervenção desastrosa em Honduras, a aproximação com ditadores como os da Venezuela e do Irã, se em nada atrapalham o Brasil – pelo menos de forma direta – também em nada nos contribuem.
Agora mais um desastre diplomático de um governo que parece tratar as questões externas com o fígado, a permanência de Batisti no Brasil postergada até o ultimo dia de governo do presidente Lula significa o quê na prática?
Uma afronta a Itália?
Um método alternativo de se fazer política externa?
Uma demonstração esdrúxula de generosidade com alguém que crimes cometeu?
Enfim qualquer que seja a resposta para estas perguntas a conclusão que tiramos é apenas uma, o Brasil enquanto nação – esquecendo que desde o primeiro dia de governo Lula a nossa diplomacia consiste em uma aproximação com países de pouca credibilidade no cenário externo – só perde com a permanência do Italiano aqui, afinal quem hospeda Batisti hoje, amanhã pode dar asilo também ao Bin Laden e tenho a convicção que nosso povo não concorda em conviver com figuras como estas.
Política externa é uma política pública como são saúde, educação etc... e de certa forma este desastre na diplomacia lulista em todos estes 8 anos me faz pensar que este setor tem sido usado pelo governo como pretexto para acalmar setores – ainda existentes – de esquerda dentro do partido dos trabalhadores, afinal o governo Lula não fez um governo de esquerda nem que se aproximasse, muito pelo contrário em várias áreas atuou no extremo do conservadorismo, entretanto não é esta a imagem que é passada a sociedade, a percepção a primeira vista que se tem é que foi um governo de esquerda, que se aproxima dos vizinhos indigestos ao resto do mundo e se afasta dos Estados Unidos e dos demais países desenvolvidos.
Entretanto esta é uma percepção equivocada, embora haja uma aproximação desnecessária com estes países – Irã e Venezuela – o Brasil mantém laços estreitos com os países centrais, basta ver a balança comercial onde o maior déficit que o país apresenta é com os Estados Unidos, ou seja, compramos muito mais do que vendemos aos norte americanos em um momento delicado que atravessa a sua economia, entretanto estes dados por se tratarem de instrumentos de pesquisadores não são difusos na sociedade com a mesma facilidade que são divulgadas as cabeçadas diplomáticas deste governo e portanto se mantém na sociedade o paradigma de que somos governados por um grupo de esquerda.
Relações o Brasil deve ter com qualquer país, independente da sua orientação ideológica, da sua estrutura política, enfim de quaisquer fatores internos de cada país, entretanto o Brasil deve apresentar coerência nas suas decisões, não se pode defender a democracia ao mesmo tempo que apóia fechamentos de jornais na Venezuela e proteger Batisti da justiça de seu país não é uma virtude, é um equívoco.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
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Permanencia de Batisti
Economista, empresário e pesquisador com expertise na área de economia brasileira, análise de conjuntura e economia do setor público, política fiscal, tributária e de gasto público.




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