Aproveitando da boa fé e da inocência de nosso povo honesto e trabalhador, a facção que se instalou no poder em Brasília utiliza de artifícios pouco escrupulosos para ludibriar nossa população.
A primeira falácea que usam os detentores do poder é que eles são os representantes do povo e seus adversários representam as elites, o que de muito longe não é verdade, afinal foi neste governo que aí está que as elites mais faturaram, a prova cabal desta afirmação fantasiosa foi a campanha mais cara que já se viu feita pela candidata governista, por outro lado afirmar que a oposição representa as elites me parece ser um argumento de quem não quer debater idéias apelando assim para rótulos, afinal o plano Real, os remédios genéricos, o fundeb, as bolsas de distribuição de renda, os 98% das crianças de 7 a 14 anos na escola não me parecem medidas que beneficiaram as elites brasileiras.
O fato é que oito anos se passaram e durante todo este tempo o governo que aí está parece ter se preocupado mais em maldizer o país que receberam ao invés de melhorá-lo, uma vez que mesmo sob incessante bombardeio do marketing oficial, que tenta de maneira as vezes até bem sucedida insistir em mentiras até que virem verdades, mas os problemas do país continuam aí pra quem quiser enxergá-los.
Podemos por exemplo notar que oito anos se passaram e 7 a cada 10 empresas no Brasil fecham no primeiro de atividade, e que após todo este período de governo Lula e com forte influência dos que se proclamam aos nacionalistas desenvolvimentistas, o Brasil só fez retroceder na sua pauta de exportações, mais do que nunca vendemos para o mundo, soja, café, milho, carne, suco de laranja, pasta de celulose e produtos semelhantes, no lugar de avançar para um sistema produtivo mais complexo, as indústrias do país tem tido dificuldade de concorrer com os produtos extrangeiros mesmo no mercado interno.
Embora o desemprego tenha melhorado seus indicadores de forma geral, entre os jóvens ele chega a mais de 20%, a rotatividade no trabalho continua sendo um desafio, insegurança jurídica um fator inibitório a contratação de funcionários, a qualidade do emprego muitas vezes é pouco especializada e precária.
O país retrocede em vários aspectos, no quesito ética, se o tribunal de contas aponta irregularidades em obras do PAC (programa de apresentação da candidata) o tribunal está errado, se a imprensa denuncia os escândalos do governo a imprensa é preconceituosa e golpista, se a oposição faz o que foi eleita para fazer, é a elite se manifestando contra o operário que veio do povo, enfim existe desculpas e culpados para tudo que há de ruim neste governo.
Confesso que fico curioso com a capacidade deste governo de se apropriar do que não fizeram, como no caso do Bolsa Família, e a capacidade simultânea de atribuir a culpa de seus fracassos aos outros, já perdi as contas das vezes que vi o próprio presidente em uma atitude pouco generosa colocar a culpa de alguns fiascos na elite, na imprensa, no seu antecessor, na oposição, enfim, a culpa nunca é dele ou do seu governo que segundo dizem possui o monopólio do mérito, do talento, da verdade e da virtude, mas enfim, passada a eleição e o mundo do “faz de conta” mostrado na propaganda elaborada com muita competência pela equipe de Marketing de Dilma Rousseff é abortado, e convido a todos a darem uma volta na vida real, veremos que somos um país enganado.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
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Brasil um país enganado
Economista, empresário e pesquisador com expertise na área de economia brasileira, análise de conjuntura e economia do setor público, política fiscal, tributária e de gasto público.




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