quarta-feira, 18 de maio de 2011

“Economia a la PT”

Estamos chegando aos seis meses de governo da presidente Dilma Rousseff e o resultado que apuramos na área da economia não é nada satisfatório. O termo BRIC utilizado ja a bastante tempo para apelidar a pujança das economias emergentes poderia ser transformado tranquilamente em IC, referência para Índia e China que estes sim sem dado aula no quesito crescimento econômico para as outras nações.
No Brasil a situação que se viu ao longo de 2010 foi um surto de crescimento a nível chinês que sabíamos todos que seria insustentável e deixaria sequelas para a economia que começam a aparecer agora.
A economia brasileira hoje enfrenta uma série de problemas de natureza econômica provocados principalmente por incoerências decorrentes da má condução da política econômica do ministro Guido Mântega.
Se tivesse havido responsabilidade na condução da política econômica não estaríamos hoje discutindo o tratamento para a inflação que ultrapassou o teto da meta e está corroendo os ganhos do cidadão médio no Brasil, mas com impacto mais contundente nas camadas mais humildes da população. E o governo como está agindo? O banco central aumenta juros para tentar diminuir o impacto inflacionário, e a fazenda aumenta gastos de custeio com o argumento de não prejudicar o crescimento, ou seja, falta harmonia na condução da política econômica, uma vez que sabemos que a natureza da inflação pela qual passamos é a demanda e o governo com sua irresponsável gastança está fomentando de forma decisiva o aumento dos preços na economia.
No entanto há outros percauços na maneira petista de conduzir a economia da nação, os chamados nacional-desenvolvimentistas do PT não conseguem enxergar que o preço que estamos pagando pela má gestão do estado na economia é um processo cada vez mais agudo de primarização da economia, em outras palavras a cadeia produtiva brasileira está passando por um enorme retrocesso, nossa indústria que enfrentava dificuldades em exportar seus produtos, hoje enfrenta problemas para concorrer também no mercado interno, há dados informando que 20% dos produtos industriais consumidos no país hoje são importados, contra 11% em 2002.
Isto reflete no deficit que o Brasil está apresentando em transações correntes podendo se transformar em déficit comercial já no ano que vem, o país está se especializando em exportar matérias primas e produtos semi elaborados, entre nossos principais produtos de exportação se encontram carne, soja, café, milho, minério de ferro, petróleo bruto, pasta de celulose, ou seja, não há valor adicionado na pauta de exportação brasileira, ou seja, além de enfrentar-mos problemas no saldo do balanço de pagamentos, vivemos o drama de não conseguir expandir nossa indústria para o resto do mundo.
Tudo isso deve ser somado a uma carga tributária perversa, que massacra o setor produtivo, penaliza quem contrata, e solapa a renda dos mais pobres, temos uma carga tributária que privilegia em proporção quem ganha melhor em relação a quem vive de salário mínimo.
Este é o modelo de “economia a la PT”, e este pessoal se diz de esquerda, mantém uma carga tributária regressiva no Brasil, somado a maior taxa de juros do mundo, refletindo em um câmbio sobrevalorizado que penaliza as exportações e arrasa com a nossa indústria, enquanto isso a equipe econômica cruza os braços e faz a propaganda do “nunca antes” levando o povo no papo até quando der certo.
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