Em uma iniciativa salutar, o CDL Uberlândia representado pelo nosso presidente Celso Vilela, em parceria com o Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia, representada pelo nosso querido diretor Clésio Xavier e pelo coordenador do CEPES André Teles, a cidade passa a dispor de uma inédita amostragem da dinâmica de seu varejo para que nossos empresários tenham amparo técnico nas suas decisões de investimento.
Em sua primeira edição a pesquisa retratou o movimento do comércio varejista na passagem de junho para julho, levando em consideração 5 ramos de atividades, e as respectivas expectativas para o mês de agosto.
No geral a comparação de julho em relação ao mês anterior 22,62% dos lojistas alegaram crescimento do seu faturamento, impulsionados principalmente pela categoria de bens de consumo duráveis que apontaram crescimento de 50% nas vendas. Isto se da principalmente devido á sazonalidade deste tipo de comércio como apontado por 66,67% dos casos pesquisados. Nesta categoria se encontram as grandes lojas de departamento e utilidade doméstica que possuem um desempenho inelástico nas vendas para o mês de junho (dos namorados), portanto devido ao mês base apresentar uma performace retraída, é natural que o crescimento no mês seguinte (julho) a atividade nestes setores apresentem uma aceleração maior.
Por outro lado 29,76% dos comerciantes apontaram queda no faturamento ante o mês de junho, propiciada principalmente no setor de bens de consumo semiduráveis 41,94%, onde a queda apontada pela pesquisa foi de 13,04% nas vendas, atribuída pelos empresários á conjuntura sazonal do seu comércio, somada a um eventual desaquecimento do mercado interno para 38,46% dos entrevistados.
Por fim 45,24% dos empresários alegaram manutenção do faturamento, manutenção esta notada no setor de não duráveis com mais nitidez, 60% dos estabelecimentos. Nesta categoria, se encontram os setores de super, hiper e mini-mercados que trabalham com produtos de primeira necessidade, por isso sua demanda é mais inelástica e os efeitos de sazonalidade são amortecidos pela especificidade do setor.
Este panorama sugere uma tendência á estabilidade no nível de estoque para os bens de consumo duráveis 66,67% dos estabelecimentos desta categoria, entretanto para os bens de consumo semiduráveis a tendência é de queda 38,71% das lojas, e a tendência de alta de estoques se deu no setor de materiais para construção 50% dos estabelecimentos alegando alta.
Se for analisado o comportamento do empresário uberlandense, mesmo a pesquisa apontando um estabilidade com uma tendência de queda maior que a tendência de alta nos negócios, apenas 41,67% dos entrevistados alegaram promoverem liquidações como atrativo para mais negócios. Além de 78,57% dos empresários alegarem manutenção dos seus preços frente ao mês de junho. Estabilidade notada também na contratação de funcionários, 84,52% das lojas mantiveram o quadro de colaboradores.
Um dado importante revela que 21,43% dos lojistas compram suas mercadorias de empresas situadas em Uberlândia frente a 38,09% que compram de outras cidades e 40,48% que não responderam, comportamento insatisfatório devido a presença de grandes empresas atacadistas em Uberlândia.
Trata-se de uma abordagem ampla, que acima de tudo visa garantir segurança maior nos negócios do pequeno empresário, parabéns ao CDL e ao IE-UFU pela iniciativa.
domingo, 30 de outubro de 2011
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Dinâmica do varejo
Economista, empresário e pesquisador com expertise na área de economia brasileira, análise de conjuntura e economia do setor público, política fiscal, tributária e de gasto público.




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