Quem acompanhou o pronunciamento oficial da presidente da república recentemente, não pode deixar de notar que já vivemos 2014, o clima eleitoral que vem impregnando o país desde meados do ano passado começa a tomar forma e teremos confronto antecipadamente.
A presidente que usou da prerrogativa do cargo nitidamente para fazer campanha em rede nacional atacando aqueles que por razões obvias não concordam com seu governo, está longe de ser um mero anúncio de redução da tarifa de eletricidade no país.
Dilma até que iniciou seu governo se valendo de um pouco mais de bom senso que seu antecessor sempre fez questão de não ter, a presidente tentou de forma fracassada imprimir um caráter técnico ao seu governo que hoje demonstradamente em cadeia de rádio e TV foi abandonada pelo marketing oficial.
Em um ponto entretanto, temos que aplaudi-la, Dilma cumpriu com a promessa de baixar a conta de luz de todos os brasileiros, pessoas físicas e jurídicas, isto não ofusca no entanto, que o anúncio feito em período eleitoral ano passado, nada mais foi do que o uso do cargo em benefício de partidários por todo o país nas eleições municipais.
No seu pronunciamento também, se esquivou de explicar que estamos muito próximos de um racionamento de energia elétrica, cita investimentos com uma naturalidade invejável, entretanto omite que com os reservatórios em níveis preocupantes as termoelétricas trabalham no limite da sua capacidade geradora de energia e que, continuamos dependentes de fatores climáticos para gerar energia no país.
Uma pergunta me inquieta, 2012 crescemos a algo em torno de 1%, este ano para ser otimista cresceremos algo em torno de 3%, com os investimentos todos que a presidente diz que faz, se crescêssemos a 5% teríamos suprimento de energia?
A situação na verdade está longe do que a presidente expõe, com todo o seu otimismo, os problemas persistem, nada de reformas macro e microeconômicas, desempenho econômico moribundo desde sua posse, preços subindo, indexações bizarras na economia, excesso de burocracia, escassez de mão de obra, escassez de crédito mas nós vamos pagar 18% a menos na energia elétrica segundo a propaganda oficial.
Falando nisso, já que o assunto é geração de energia faltou a presidente falar sobre o aumento da gasolina que deve aumentar em no mínimo 5% este ano e sobre os bilionários prejuízos da Petrobrás, ela poderia explicar nos 7 minutos que fez palanque em rede nacional a gestão catastrófica de Gabrielli seu ex subordinado que conseguiu levar a maior empresa do país ao sucateamento, isto a presidente também fez questão de omitir.
Energia, assim como telecomunicações são condições condicionantes e não condicionadas para um crescimento econômico melhor, nesta área o PT deixa muito a desejar, o sucateamento das agencias reguladoras são sem dúvida o grande motivo. Estamos estacionados na história, mas a história não estacionou para o Brasil, o país vai envelhecer e nem energia em energia conseguimos ser soberanos, que será de nosso futuro?
Precisamos de um governo que governe, e não que diga que está governando, a propaganda na TV é linda, mas na prática a realidade é outra, tem gente vendendo de maneira eficiente o Brasil como se fosse a Suécia e isto é temerário, pois os problemas vão se protelando e quando surgem o governo usa sua capacidade de fazer “puxadinhos” pra atenuar as coisas no curto prazo sem resolver no longo.




0 comentários:
Postar um comentário