terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

PT, um desastre que persiste 10 anos

Publicado no Jornal Correio de Uberlândia em 


Foi em 2003 quando Lula subia a rampa do planalto sobre os olhares do mundo todo para o fato inédito de um presidente operário ser eleito legitimamente pela vontade popular. 


A conjuntura que azeitou a ocasião pode ser descrita por uma enorme desconfiança dos mercados temerosos que as políticas econômicas do governo nascente resgatasse o programa partidário falido que lastreou os quase 20 anos da retórica do PT na oposição.

Dez anos depois e podemos fazer um balanço muito claro do trabalho que foi feito no Brasil em termos de políticas públicas, longe dos palanques que foram o tom do evento que marcou a festa de 10 anos do partido que mais serviu para atacar opositores do que para destacar os ganhos do Brasil propriamente dito.

Na economia, as coisas não vão bem, aliás, nunca foram, de 2003 á 2008 o mundo emergente avançava a uma taxa de crescimento superior a 5% ao ano enquanto patinávamos nos 3,5%, sob o discurso do nunca antes bastou a primeira crise para nossas fragilidades todas estarem expostas, após quase 20 anos um decrescimento do nosso produto -0,2% que está produzindo consequências até o presente momento onde este ano teremos um pífio 1% de crescimento econômico em 2012.

Os defensores do governo argumentam que os juros no Brasil nunca foram tão baixos, por outro lado omitem que a inflação próxima do teto da meta de 6,5% nunca permanecera tão alta por um longo período de tempo desde a implantação do Real. Além disto empresas continuam se valendo de uma das taxas mais elevadas do mundo para financiar seus investimentos. No prisma da política fiscal, tivemos uma elevação da carga tributária do PIB de 27% do PIB em 2003 para 36% do PIB hoje, paralelo a expansão dos impostos temos uma deterioração da atividade estatal no país, os serviços públicos gradativamente passam a ser sucateados e oferecidos á população com crescente precariedade, tome como exemplo a atuação das agências regulatórias nacionais, do serviço de saúde, do abandono das fronteiras do país enfim, o governo não devolve para o povo o referente ao que tira dele na forma de tributos.

Os investimentos públicos vão de mal a pior, as estatais devido ás políticas de ingerência política estão mitigando sua capacidade de investir e com isto de ser competitivas, por outro lado muito pouco foi feito pelo governo em ferrovias, rodovias, portos e aeroportos para que pudéssemos incentivar os investimentos do capital privado que está asfixiado por uma carga tributária irresponsável, por uma política de crédito irrealista e por falta de condições estruturais ( energia, transporte e comunicações ) adequadas.

O emprego como argumentam os defensores deste governo se mantém em nível elevado em muito, ás custas da expansão do emprego público irresponsável que elevou a burocracia e onerou o setor produtivo. É importante que tenhamos um Estado forte e competente, entretanto o caminho traçado foi justamente o contrário, temos um Estado oneroso e lento na operacionalidade de suas funções.

Desta forma defendo que o Brasil seja governado por um grupo capaz de avançar qualitativamente os padrões de desenvolvimento do país, dando eficiência, modernizando a máquina pública, oferecendo transparência e mais do que isso, sendo criativo e inovador para melhor posicionar nossa nação frente á nossos concorrentes o que hoje, 10 anos depois, o PT não conseguiu proporcionar.
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Um comentário:

  1. Pessoas como você fazem falta na administração pública. Parabéns pelo blog, lúcido, bem escrito, sensacional.
    Deve ser economista pela serenidade nas análises.

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