quinta-feira, 21 de março de 2013

Iniciativa privada o primeiro setor estratégico

Desde o surgimento do capitalismo como modelo econômico predominante no mundo a pouco mais de 2 séculos, muitas transformações experimentou a humanidade passando por catástrofes, guerras, disputas de poder, emergência e decadência de nações no protagonismo das relações econômicas internacionais enfim, o mundo experimentou uma nova fase de transformações onde nunca tanta riqueza foi gerada em tão pouco intervalo de tempo na história conhecida da humanidade.

Durante suas mais variadas fases de evolução, no qual se inicia com a primeira revolução industrial inglesa no séc XVIII até o capitalismo financeiro moderno contemporâneo, vários modelos foram sendo aperfeiçoados nos cenários econômicos e políticos pelo mundo. Tivemos impérios monarcas contrastando com repúblicas, além de regimes parlamentaristas contrastando com os parlamentarismos tradicionais que ainda hoje sobrevivem, tivemos ainda democracias antagônicas a regimes totalitários que surgiram e sucumbiram mundo afora apesar da resistência de alguns países em sustentar estruturas antidemocráticas arcaicas mesmo nos tempos atuais.

Mas analisando a história econômica geral das nações e particularmente das potências que surgiram ao longo dos séculos, sendo mantidas o status quo de potência ao longo dos anos, podemos notar um elemento em comum nestes países. Mesmo com diferenças de modelos políticos distintos, todos os países que gozaram e ainda gozam de relativa autonomia financeira, soberania política e protagonismo internacional possuem uma iniciativa privada, ou seja, uma classe empresarial forte, robusta e vigorosa.

Exceto os países socialistas do leste, que se tornaram potências militares mas faliram na capacidade de gerar bem estar para suas populações, todos os demais países que se destacaram economicamente pelo mundo apostaram na criatividade, na inovação, na capacidade de gerar riqueza e renda da iniciativa privada interna, os países que planificaram – ou estatizaram – estes requisitos fracassaram.

Introduzo esta abordagem histórica para que seja realizado o debate sobre o modelo de desenvolvimento brasileiro, qual a estratégia que se adota no país para que tenhamos empresas nacionais em capacidade de competir com os concorrentes externos dentro do mercado doméstico e/ou dentro de outros mercados?

Após séculos de atraso nesta área, começamos a possuir algumas empresas com esta capacidade, mas não é a regra, em geral nosso empreendedor está sendo engolido por vários grupos empresariais externos que usufruem do nosso vasto mercado consumidor, da nossa enorme disponibilidade de matérias primas, e várias outras vantagens que oferecemos internamente e que não são otimizadas pelos empresários brasileiros.

Para o nacional temos uma carga tributária altíssima, onerando toda etapa produtiva inclusive o consumo, a indústria nacional passa a ser mera esteira de montagem de componentes importados já que produzir bens intermediários no país deixa de compensar. Não há educação de qualidade em abundância e consequentemente não há disponibilidade de mão de obra capacitada para oferecer inovações no ritmo que acontece mundo afora. Não há uma política de crédito voltada para os investimentos, um empresário que arrisque tomar dinheiro emprestado no mercado doméstico paga em média 4 vezes mais pelo crédito em relação a outros países, assim não seremos potência nunca.

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