sexta-feira, 28 de junho de 2013

Economia e os sinais visíveis da crise

Todos os dias, os editoriais dos grandes jornais, os analistas de economia sejam jornalistas ou economistas inundam a população com dados, variáveis, indicadores para argumentar que as coisas em nosso Brasil não vão bem. Confesso que muitas vezes tenho me comportado desta maneira, não que seja errado, os dados nos contam muitas situações da vida real, mas decidi por este artigo para demonstrar a crise, ou o mal momento econômico conforme detalhes que estão diante de nossas vistas.

O primeiro sinal visível de que as coisas não estão bem, se localiza em regiões estratégicas dos grandes centros, vou me ater ao caso uberlandense para o qual o leitor terá facilidade para identificar os pontos que trato.

Muitos vão saber do que estou falando, mas não faz muito tempo, quem quisesse montar um estabelecimento comercial nas principais avenidas da cidade, teriam de pagar algo em torno de R$80.000 á R$150.000 dependendo da localidade na chamada luva, e tinha que encontrar alguém disposto a vender o referido estabelecimento para se fechar o negócio.

Muito bem, hoje, pouco mais de 1 ano e meio depois, quem passeia pelas principais avenidas da cidade, Afonso Pena, Floriano Peixoto, Rondon Pacheco entre muitas outras, depara com dezenas de lojas para alugar, ou com aquelas faixas de pano com os dizeres “Passo o Ponto”. Isto é um vestígio muito cabal de que a dificuldade bateu á porta do pais e novos negócios estão cada vez mais difíceis.

Os shoppings também não escapam desta tendência, embora de maneira mais camuflada, mas são campanhas de descontos, sorteios de prêmios, desconto em estacionamentos em determinados dias e horários para poder atrair clientes, tudo isto contrastado a uma imensa rotatividade de lojas e marcas dentro destes shoppings.

No entanto, há lojas que ainda estão funcionando, e nestas o que percebemos? Liquidações, descontos, promoções entre outras tendências que temos percebido no varejo uberlandense em pleno mês de junho ou maio, ou seja, datas como dia das mães e namorados onde o efeito sazonal é positivo para as vendas.

Mas não só do varejo podemos extrair estas conclusões a cerca da economia do país. Portanto, o leitor deve estar alerta, em como se tornaram frequentes nos sinaleiros da cidade do ultimo ano e meio para hoje, a presença de pessoas, fantasiadas de artistas circenses fazendo malabarismo em busca de um trocado. Não que tempos atrás não existiam, mas hoje se tornou bem mais frequente.

A presença de mendigos e moradores de rua também se tornaram mais visíveis, quem anda a pé na Rondon Pacheco ou em outras avenidas com viadutos e pontes, percebe meu argumento, é nítido em baixo dos viadutos famílias com 5 ou 6 pessoas vivendo ali em condições muito degradantes.

Há ainda um sinal que na minha opinião demonstra o aumento da miséria e da pobreza, quando passamos a pé em uma calçada e encontramos lixo revirado em lixeiras ou nas vias, que provavelmente são resultado de busca por material reciclável por pessoas em situação delicada financeiramente.

Estes são alguns sinais de que as coisas no país não vão bem, os dados podem ou não comprovar esta tendência, mas independente de números, toda ciência só vale se for contrastada com o feeling que vem das ruas, e a sabedoria popular deve sempre estar alertando sobre os assuntos relevantes.

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