domingo, 7 de julho de 2013
Home »
» A bibliografia que o estadista não deve ler
A bibliografia que o estadista não deve ler
Soube outro dia que um novo livro será lançado ano que vem, seu titulo será: “PT, como destruir um país em 12 anos”, as páginas são de autoria de Luiz Inácio, e seu prefácio fora escrito pela Dilma Rousseff.
Suas páginas conterão a receita do pseudo desenvolvimentismo que está levando o país a falência ao longo de todo este tempo, a primeira explicação ficará a cargo da inflação, eles devem explicar como conseguiram ressuscitar a inflação que será acima de 6% este ano, foi de 5,84 em 2012, 6,5% em 2011 e 5,91% em 2010. Tudo isto numa conjuntura de baixo crescimento econômico, reproduzindo guardando as devidas proporções dos momentos históricos distintos a década perdida, o governo Sarney onde a alta da inflação contrastava com a estagnação do produto, que na média cresceu 2,5% ao longo destes anos.
O autor irá discutir em um dos mais emocionantes momentos de seu livro, como um operário industrial foi o responsável pelo nítido processo de desindustrialização do país, a explicação é difícil, mas a população adoraria saber por que em 2002 a Embraer produzia aviões com 70% de componentes fabricados no Brasil e hoje os componentes nacionais não chegam a 30% da fabricação do mesmo avião, e isto se estende para todo o complexo industrial brasileiro.
O livro traz uma parte escrita por Guido Mantega que falará tudo que não se deve fazer em termos de política macroeconômica, nesta sessão estratégica, o autor deve explicar como fazer mágicas contábeis com o orçamento, cortando gastos de um lado e inflando o caixa do BNDES para financiar compras de empresas no exterior sem gerar 1 emprego no país com dinheiro do tesouro, além de mostrar que na sua visão a política monetária não serve para nada, já que a bastante tempo ela não é utilizada para seu principal fim, controlar a inflação. Tudo isto sem contar o câmbio que até hoje não se sabe é usado pra combater inflação ou pra fortalecer a industria, só se sabe que seja qual for sua função dentro da política econômica está fracassando em ambas.
Entre as inúmeras formas de se destruir um país, o autor vai direto a um dos pontos principais de um país, a educação e lá vão explicar de que forma desmoralizaram o ENEM, sucatearam ainda mais o ensino fundamental e médio, e ainda como esqueceram a questão urgente do trabalho infantil muito presente nos grotões de pobreza do Brasil. Eles vão dizer que construíram 14 novas universidades e o leitor vai querer saber aonde, já que quase todas já existiam como faculdades e se transformaram em universidades sem a construção de 1 sala de aula a mais.
Assunto é o que não vai faltar neste livro, na sessão sobre agências regulatórias, vão explicar como loteá-las, entregá-las a pessoas ou partidos, condenando sua atuação á precariedade de forma a impactar em serviços de má qualidade e a altos preços, basta olhar para a quantidade de reclamações quanto a serviços de telefonia, eletricidade, planos de saúde que chegam todos os dias nas ARs.
No capítulo da Petrobrás, discorrerão sobre como é possível uma empresa ser mal administrada a tal ponto de dar prejuízo mesmo vendendo a gasolina a R$3,00 no mercado doméstico. Enfim, assunto não vai faltar, tem diplomacia, segurança pública, comercio exterior e muita coisa a explicar. O povo está interessando em saber, só esperamos que o próximo presidente não tenha como referência esta bibliografia.
Economista, empresário e pesquisador com expertise na área de economia brasileira, análise de conjuntura e economia do setor público, política fiscal, tributária e de gasto público.




0 comentários:
Postar um comentário