Este
artigo propõe explicar à luz da teoria econômica universalmente aceita; que tem
em Marshall seu patriarca; o sistema de estacionamentos recém implantado no
centro; o qual será objeto de nosso estudo para comprovarmos a necessidade de
melhor utilização do espaço, com vistas a beneficiar a todos.
O
monopólio é uma estrutura de mercado caracterizada por um único ofertante
produzindo para atender todos os consumidores; significando portanto; que não
há opção de escolha para os consumidores que devem pagar o preço fixado pelo
produtor ou em último caso, deixar de consumir, isto consiste em transferir
renda da parte mais fraca (centenas de consumidores) para a parte mais forte
(um único produtor). A figura 1 apresenta de que forma isto se dá:
Figura 1:
Suponha
um sistema de mercado onde haja centenas de produtores e de consumidores tal
como a concorrência perfeita, neste as quantidades produzidas são qc
e consumidas a um preço pc representados pelo ponto x na intersecção
das curvas de custo marginal da firma CMg e de receita média RMe que neste
sistema é igual à receita marginal RMg = RMe.
Entretanto
o caso supõe uma situação oposta, ou seja; um monopólio puro; onde um único
produtor oferta toda a quantidade e portanto os consumidores não tem escolha
quando pretendem consumir, isto permite ao monopolista ofertar seu produto a um
preço acima do preço de mercado pm > pq e portanto a
sua receita média RMe é maior que sua receita marginal RMg, e a preços maiores
os consumidores vão consumir menos qm < qc (e portanto
haverá vagas ociosas no centro). O retângulo C da figura mostra o quanto os
consumidores pagariam a mais ao consumir o produto, já o triangulo B representa
a quantidade de consumidores que deixam de estacionar no centro para não pagar
o ticket, a soma das áreas B e C representam a transferência de excedente dos
consumidores ao produtor e consequentemente a perda de bem estar.
Com
isto é importante o poder público intervir para garantir, tanto a rotatividade
de vagas – que será garantida pela presença do Rotativo – quanto prevenir
possíveis abusos da empresa ofertante. Está claro que a cobrança de R$2,00 a
hora é um preço bastante justo se comparados com o preço de estacionamentos
privados; o poder de monopólio está sendo usado entretanto, na cobrança das
tarifas de excedente de tempo que variam entre R$10,00 e R$25,00 podendo ser
convertidas em multas e com isso, gerando externalidades negativas em milhares
de pequenos negócios que estão instalados na região – dado que uma parte dos
consumidores deixam de vir ao centro representados por B.
A
solução é bastante simples e o próprio sistema tem elementos para implantá-la,
dada carência existente de 15 minutos ao se estacionar, seria ofertada uma
carência de mais 7 minutos após o vencimento do ticket, cujo o qual, após
vencido, seria emitido um novo ticket para a próxima hora que deveria ser pago ex post pelo condutor no próprio
paquímetro.
Isto
solucionaria quase todos os problemas do sistema, além de permitir ao
consumidor um maior conforto ao trafegar no centro, e pelo lado da empresa é um
bom negócio, visto que muitos dos carros vão embora nos minutos seguintes da
revalidação do ticket para a próxima hora, deixando a vaga livre para que outro
carro a use e pague novamente por ela, como se a empresa vendesse o mesmo
produto para dois consumidores diferentes ao mesmo tempo.




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