O Banco Central tem sido nos últimos anos vítima de severas críticas a respeito do excesso de conservadorismo na condução da política monetária do país, o fato é que os juros pagos no Brasil ainda são os mais altos do mundo o que inviabiliza a formação bruta de capitais no país, sem contar evidentemente que embora em queda, o Brasil possui um hiato significativo na cobrança de juros se comparados aos demais países, mesmo com aqueles que enfrentam problemas de elevação da dívida pública como no caso de alguns países da zona do Euro.
Mediante a isto com novo governo, torna-se novo também o dilema sobre a política econômica vigente, mas qual dilema? Se atual presidente do Banco Central deve continuar na pasta? Ou se deve optar por uma política de juros mais frouxa na condução do controle inflacionário?
A crítica vem principalmente de um grupo de economistas chamados “desenvolvimentistas” e de setores da imprensa, entretanto não creio que a responsabilidade pelos altos juros cobrados no Brasil seja de responsabilidade exclusiva do Banco Central, se observarmos a outra vertente da política econômica – a vertente fiscal – veremos que no que compete a fazenda e ao planejamento a equipe também não tem feito sua parte.
O gasto público no Brasil só faz aumentar, e sua qualidade se não piora permanece a mesma, ou seja, um gasto público ruim, privilegiando gastos de custeio em detrimento dos investimentos e com rigidez, em outras palavras, um gasto que não permite cortes no curto prazo e pode comprometer o resultado primário das contas públicas em dados momentos, tudo isto sem contar nas mágicas contábeis que o governo realiza com o caixa das empresas estatais para maquiar um superávit primário que na prática não existe.
Creio com tudo que o Banco Central embora dotado de um enorme grau de conservadorismo na condução da política monetária, tem realizado um bom papel no que tange ao controle inflacionário e a regulamentação do crédito na economia, quanto aos juros, creio que uma política econômica harmônica deverá ser o melhor caminho para uma trajetória de queda.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Home »
» Dilema, mas qual dilema?
Dilema, mas qual dilema?
Economista, empresário e pesquisador com expertise na área de economia brasileira, análise de conjuntura e economia do setor público, política fiscal, tributária e de gasto público.




0 comentários:
Postar um comentário