A predente eleita Dilma Rousseff, respaldada na sua formação em economia, somada a sua vitória nas urnas nas eleições deste ano e ainda aos altos níveis de popularidade deste governo, da qual fez parte, começa agora a remodelar sua equipe de governo e principalmente a equipe econômica.
Palloci que corria por fora para a pasta da fazenda, deve assumir outro ministério, quem fica com a pasta é o atual ministro Guido Mantega, considerado desenvolvimentista entre os economistas, assumiu a pasta após a queda do próprio Palloci em 2006 envolvido num escândalo.
Elogiado pela forma na condução das políticas anti-ciclicas no período da crise internacional, Mantega também é muito criticado na condução das variáveis superávit primário, gasto público e carga tributária.
Quanto ao superávit primário a crítica recai sobre as mágicas contabeis realizadas com o caixa das estatais e o tesouro nacional que maqueia o resultado primário das contas públicas.
Na tributação a carga brasileira além de alta é extremamente regressiva - quem ganha menos, paga proporcionalmente mais - e agora a nova presidente articula a recriação da CPMF, um imposto ruim em efeito cascata que prejudica a produtividade nacional.
Além disso o ministro tem fama de gastador, se a crítica se restrigisse a isto não seria problema, no entanto a qualidade do gasto é muito ruim, privilegiando gasto de custeio em relação aos investimentos além de dotar o gasto público de rigidez a curto prazo, ou seja, enrrigecendo o orçamento.
Agora além do "desenvolvimentista" Mantega, o BC também terá um novo condutor, sai o prestigiado Meirelles e entra Alexandre Tombini de orientação ideológica desconhecida ele não é problema, o problema é sim a declaração dada pela presidente eleita de reduzir a 2% a taxa de juros reais até 2014, o que nos leva a crer que a saída de Meirelles significa uma certa perda de autonomia do BC quanto a condução da política monetória. Meirelles por seu prestígio possuia autonomia, o próximo presidente torço para que mantenha o trabalho que vem sendo feito até aqui, pois não adianta a presidente forçar a queda nos juros com um governo gastador.
Espero que a equipe econômica do governo não seja tomado na íntegra daqui em diante pelos eufóricos "desenvolvimentistas" - que considero uma rotulação tola - que a curto prazo até produzem benécies, mas estão comprometendo nossa indústria e nossa produção no longo prazo por causa de sua ogeriza pelos mercados.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
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Feliz economia nova
Economista, empresário e pesquisador com expertise na área de economia brasileira, análise de conjuntura e economia do setor público, política fiscal, tributária e de gasto público.




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