segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Inflação por perto

Esteve presente no discurso de posse da presidente eleita Dilma Rousseff a preocupação com o controle e o combate a inflação, e esta preocupação não é por acaso a inflação este ano embora controlada apresentou um pequeno surto de aceleração e aumentou mais do que deveria alguns preços na nossa economia.
O combate a inflação no entanto não deve se concentrar no tamanho das altas dos preços, estes no geral não estão fora de controle, a preocupação entretanto deve se dar sim nos produtos na qual as altas dos preços estão mais robustas.
Com dados do IBGE a inflação segundo IPCA-15 em dezembro de 2010 foi de 0,69% portanto menor do que os 0,86% apresentados segundo o mesmo índice em novembro e ao mesmo tempo maior em relação a dezembro de 2009 quando o indicador ficou em 0,38%, no acumulado do ano 5,79% nada portanto de descontrolado, é natural que com a economia mais aquecida haja um reflexo um pouco maior nos preços.
Entretanto quando observamos estes 5,79% anuais de aumento de preço devemos saber de onde estão vindo os maiores aumentos, neste caso alimentos e bebidas tiveram um aumento de 10,16%, seguido por despesas pessoais 7,32% e vestuário 6,85%, ou seja a inflação está atacando de maneira mais efetiva os artigos de subsistência.
Do lado da cesta dos alimentos e bebidas o IPCA-15 2010 de 10,16% está muito superior a índice de 2009 que fora 3,08%, dentre os produtos que mais apresentaram alta a carne, presente na refeição da maioria esmagadora dos brasileiros está 30,52% mais cara, mas não só, o arroz, o feijão, o açucar, a soja todos estes produtos já pesam no bolso do consumidor fruto não só da demanda doméstica, mas também da elevação dos preços destes no mercado mundial que acaba refletindo em reajustes no mercado interno.
Por esta razão há um real motivo para preocupação com o avanço inflacionário, pois mesmo a inflação estando sobre controle, os produtos de subsistência, ou chamados de primeira nescessidade estão aumentando rapidamente de preço o que tráz consequências prejudiciais aos estratos sociais mais carentes.
Por outro lado produtos como eletordomésticos, computadores, aparelhos celulares, televisores, aparelhos de som apresentaram queda de 11,62% ao longo do ano, juntamente com os automóveis novos que declinaram em 1,81% no preço e assim como os usados se tornaram 1,21% mais baratos, o que tem compensado o aumento nas demais mercadorias, para que a inflação não acelere tanto.
Os produtos eletrônicos assim como os carros tem sofrido perda de valor devido a concorrência dos produtos importados, se por um lado a demanda mundial por alimentos segue em alta aumentando seus preços no mercado externo e em consequência no Brasil, por outro lado países desenvolvidos estagnados pela crise e exportadores de produtos de alta complexidade apostam como melhor alternativa para reaquecerem suas economias nas exportações de seus produtos para países que mantém o nível de atividade e de consumo em um patamar elevado, o Brasil torna-se potencial comprador destes países.
Monta-se com isto um tabuleiro de xadrez um tanto complicado para a equipe econômica neste início de governo, alguns ajustes são nescessários em nossa balança comercial para que haja equilíbrio e a inflação se normalize, afinal o aumento do preço dos alimentos prejudica diretamente os trabalhadores e a concorrência externa á indústria pode significar demissões no futuro.
←  Anterior Proxima  → Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário