segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Desafio 2011-14

Embora submergido em uma falsa sensação de bem estar social proporcionado principalmente por fatores de efeito em curto prazo, o país não possui instrumentos o suficiente para sustentar um crescimento econômico robusto no longo prazo, ou seja, o país está como vemos este ano mesmo acontecer, impedido de crescer sem o retorno maléfico da inflação que como percebemos está acendendo o alerta amarelo no Banco Central, também não pode o Brasil crescer e se desenvolver sem inovar e investir em alternativas que garantam a preservação do meio ambiente e a reposição dos danos causados seja pelo excesso de poluição oriundo das grandes metrópoles brasileiras ou seja pelo avanço rápido das áreas de fronteiras agrícolas sobre nossas áreas florestais.
De forma redundante podemos dizer que os problemas que afetam nossa capacidade de crescer sem gerar efeitos colaterais na economia e o pior colocar as camadas mais carentes para assumir os prejuízos sociais causados pelo crescimento a todo custo, sem cronograma, sem planejamento e sem uma agenda de desenvolvimento do Brasil são os fatores de sempre, excesso de impostos e cobrados de maneira ineficiênte e regressiva, má ou péssima qualidade do gasto e do serviço público em geral exclusive as exceções de praxe, hiato excessivo de juros praticados no país em relação ao resto do mundo, enfim, estes são so motivos que consecutivamente são enumerados pela maioria dos analistas brasileiros como os verdadeiros vilões do crescimento do país.
Entretanto quero me ater a outro tema não menos importante do que os acima mencionados mas bem menos discutido entre os economistas e revelados pela imprensa de forma modesta. Chamo atenção ao fato de o Brasil embora crescendo com desempenho satisfatório no curto prazo, 7 a cada 10 empresas morrem antes de dois anos de funcionamento, fenômeno observado principalmente no setor de serviços e comércio e entre micro e pequenas empresas, um dado nefasto para uma economia que aspira ser grande e que tem crescido rápido demais sem ênfase na formação de capital humano, sem valorizar o pequeno e o médio produtor seja ele de qualquer ramo, sem criar um ambiente sadio de realização de negócios. Ou seja, o país tem crescido com ênfase na superestrutura, sem dar maior importância na infra-estrutura que são os fatores acima listados e que permitem ao Brasil se sustentar ao longo dos anos.
Embora haja uma nítida melhora nos indicadores de emprego no Brasil, começamos a perceber que faltam trabalhadores, e mais do que isso, faltam profissionais, o que tem inibido principalmente micro e pequenas empresas de se tornarem maiores, as dificuldades na hora de contratar, de demitir, a burocracia que permite às nossas empresas esperarem até três meses por um alvará de funcionamento são verdadeiros entraves ao investimento no país, o que é constatado que o total de investimentos em relação ao PIB se mantem na modesta casa de 19% desde o governo FHC, em alguns momentos do governo Lula até piorou e hoje continua nesta média modesta, se comparada com países de crescimento pujante como China que investe em torno de 50% de seu PIB.
Por isso digo que o nosso desafio 2011-14 pode sim ser baixar impostos, enxugar o governo incompetente e corrupto, baixar juros, mas mais do que isso, deve ser incentivar uma iniciativa privada próspera, que invista, que gere empregos e conduza o país ao desenvolvimento.
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