Sua idade é próxima aos trinta anos, seu nome é Partido dos Trabalhadores mas quem tem trabalhado mesmo em favor dos trabalhadores do Brasil é o PSDB, o governo tem adotado uma postura demasiadamente conservadora em relação ao salário mínimo, e a oposição em contrapeso tem feito o papel de legítima defensora dos interesses trabalhistas e gritado por uma remuneração mais elevada ao trabalho.
Até Lula quem diria tem disparado críticas aos seus velhos companheiros dos sindicatos por pressionarem o governo a ceder por um reajuste mais audacioso. Na época da eleição aproveitou de sua força eleitoral para eleger sua candidata mas enfim se há uma marca registrada na história do ex-presidente com certeza não é a coerência coerência.
O governo por outro lado vive um dilema um tanto qunto constrangedor, aliás criado pelo próprio ex-presidente que em seu segundo mandato estourou o cano da torneira do desperdício de dinheiro público comprometendo as metas fiscais com fantasias contabilísticas e hoje o país sofre um incômodo inflacionário. Não pode o governo dar um aumento mais robusto para o trabalhador por que implica aumento nos gastos previdênciários; por outro lado o governo se vê obrigado a gastar menos pois o disperdício do passado implica na retomada da realidade no presente, e a realidade compreende rigor fiscal, corte de gastos, e austeridade.
A recente inflação que “incomoda” os analistas econômicos no país possui um aspecto mais perverso do que o seu próprio valor – estimado em 5,66%. O fato da inflação estar se deslocando para fora do centro da meta preocupa menos os economistas do que as cestas de consumo que mais tem sido reajustadas. De acordo com os dados do IPCA do mês de janeiro, as cestas que mais sofreram com a alta foram transporte 1,55%, seguido por alimentos 1,06%, despesas pessoais 0,83% e habitação 0,61% na média nacional. O que sugere que artigos indispensáveis, ou chamados de 1º nescessidade tem pressionado mais do que a média a formação dos preços gerais na economia. Tudo isso já descontado os efeitos da sazonalidade.
Ora, se a inflação está em vertiginosa escalada e o que mais tem contribuído com esta acenção são os produtos de primeira nescessidade é de se concluir que as famílias mais afetadas por este contágio são as de baixa renda, e o governo deve agir para reparar estas famílias de eventuais perdas em seu poder aquisitivo, caso o contrário isto representará um enorme retrocesso social no país após praticamente 16 anos de aumentos reais no salário mínimo do trabalhador.
Mas esta reposição de ganhos tem de ser dada com cautela, estabelecendo cortes em outras áreas ditas “de importância secundária” pois a irresponsabilidade anterior deixou uma herança maldita para Dilma, a gastança eleitoreira de Lula, mais do que ajudar a provocar uma inflação que descansava em berço esplêndido , não é uma pratica sustentável ao longo dos anos; a austeridade também não pode ser comprometida.
Portanto a presidente atual terá que sentar a mesa para jogar este xadrez, estratégia e prioridade nesta hora deve contar muito, subir a taxa de juros pode não funcionar para sempre, cortar a gastos é um mal impopular mas nescessário, garantir os rendimentos dos trabalhadores também deve ser prioridade, alguém sairá perdendo nesta partida, e este desgaste só prejudica a presidente que é mirim na arte de conviver com as pressões polítcas.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
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Quem é quem?
Economista, empresário e pesquisador com expertise na área de economia brasileira, análise de conjuntura e economia do setor público, política fiscal, tributária e de gasto público.




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